
Título original: The Couch
Tradução: Eu (com adaptações)
Categoria: Localidades, entidades, desconhecido
Fonte: creepypasta.wikia.com
O sofá
Certo, uma nota: Para o melhor do meu conhecimento, esta estória é verdadeira. Eu não espero convencer você – verdade seja dita, eu tive dificuldade e demorei a convencer a mim mesmo. Mesmo sendo clichê, eu sou uma pessoal muito racional, e, se não fosse por essa estória, eu seria o ateu mais teimoso e cabeça dura que você já conheceu. Mas, depois de muita luta interna e debate, cheguei à conclusão de que há coisas na vida que simplesmente não podem ser explicadas através da razão, pelo menos não na forma em que a conhecemos. Lógica, com toda a confiança que depositamos nela, não passa de uma vela, que pode ser facilmente apagada. E quando a mesma se vai, nós somos deixados no escuro, e tudo aquilo sobre o qual fazemos piada na luz do dia se torna possível e acreditável.
Tudo bem, antes que eu pareça muito melodramático, aqui vai minha estória.
Eu era bem jovem; 4 ou 5 anos no máximo, antes dos meus irmãos nascerem. Era apenas eu, mamãe e papai, vivendo em nossa casinha em Great Bend, Kansas. Bastante singular. Nós éramos uma família jovem, sem muito dinheiro, e a maioria de nossos móveis eram de segunda mão.
Foi no meio do dia; verão, quente, entediante. Eu estava jogando bolinhas de gude sozinho no fino tapete, ao lado do grande e velho sofá-estampado-com-flores. Mamãe estava na cozinha no andar de baixo e papai trabalhando.
Por que eu estava brincando de bolinhas de gude no tapete eu não sei – nós tínhamos um chão perfeitamente reto, afinal. Mas lá estava eu, jogando as bolinhas pra frente e pra trás, batendo uma na outra alegremente. Então, com todo meu entusiasmo, eu joguei muito forte. Minha bolinha favorita - transparente com uma pedrinha vermelha dentro correu para o espaço escuro embaixo do sofá e se perdeu.
Droga. Papai não estava em casa, e ele era o único forte o suficiente para empurrar o sofá para mim. Eu teria que pegar minha bolinha de volta sozinho.
Eu estiquei minha mão por baixado do sofá, timidamente no início, e em seguida mais ao fundo. Encontrando nenhuma bolinha, eu puxei minha mão de volta, desapontado.
Então, uma mão se esticou por baixo do sofá, em minha direção. Eu lembro da mesma vividamente, e acho que jamais esquecerei. Era uma mão fina, com dedos redondos – uma mãe feminina. Era retorcida e enrugada, como se fosse velha, e era de um preto-morto. Não preto como alguém africano, preto como se estivesse morta. Claro que na época, eu não sabia que os corpos ficavam pretos quando se decompunham, então eu não sabia o que aquele preto significava.
A mão se esticou o máximo que pode em minha direção, indo apenas até o pulso. E então, voltou pra baixo do sofá. Em seguida, se esticou novamente segurando uma bolsinha de plástico amassada, com um logo que eu não consegui reconhecer. A mão esperou como se estivesse esperando eu pegar a bolsa. Então, como eu não a peguei, a mão puxou a bolsinha pra baixo do sofá e se foi.
Eu levantei, fui até a cozinha, e contei para minha mãe o que aconteceu.
Por que eu não saí correndo e gritando, ou pelo menos correndo? Eu realmente não sei. Tudo que posso dizer é que eu era um garotinho; uma mão saindo de baixo do sofá em minha direção não parecia nada demais. Eu ainda não tinha aprendido o que era possível ou impossível na realidade. Eu não tinha uma visão de mundo.
Mamãe ficou cética, mas voltou comigo até o sofá e explicou que provavelmente eu tinha imaginado coisas. Ela até mesmo enfiou a mão por baixo do sofá, para me convencer de que não havia nada lá embaixo. Mais tarde, papai ergueu o sofá para mim, e a única coisa lá embaixo era, obviamente, a minha bolinha de gude. E mais algumas bolinhas que eu nem me lembrava de ter perdido.
Mas, agora vem a parte assustadora…
Por anos, eu me lembrava disso – eu desenvolvi até mesmo uma fantasia bizarra de mãozinhas humanas vivendo embaixo dos sofás e, em minha inocência infantil, acreditava que eles iriam me pegar e me levar embora se eu ousasse pisar em seus domínios novamente. Então, conforme fui crescendo, escrevi essa memória como se fosse um sonho que tive quando criança – bonitinho, mas idiota.
Então, alguns anos depois, eu contei esta estória novamente para minha mãe.
Ela lançou um olhar esquisito em minha direção, e disse que se lembrava da mesma, afinal ela estava lá. Ela disse que se lembrava de eu vindo até ela no meio do dia e contando sobre a mão embaixo do sofá, e ter ficado bastante perturbada com isso, pois eu era uma criança muito quieta, bem comportada e que jamais mentia.
Então, ela me contou sobre o sofá em si. De acordo com ela, ela e meu pai pegaram o sofá de uma casa onde uma senhora havia morrido nele. Foi a primeira vez que eu ouvi sobre isso, o que explica o porquê deles terem se livrado do sofá um mês depois dessa minha estória.
Mas, aqui está a parte disso tudo que realmente me assusta, mesmo hoje em dia. A parte a qual eu tenho que me esforçar pra esquecer algumas noites. Lembra da bolsinha que a mão empurrou em minha direção? Eu jamais esqueci o logo que havia nela. E recentemente (alguns anos atrás), eu vi o mesmo logo numa bolsinha parecida com aquela, numa loja de ferramentas.
Era uma bolsinha de lâminas para barbear.
Título original: A Dream of Waking.
Tradução: Euzinha.
Categoria: Mindfuck, real, sono.
Link original: http://www.creepypastaindex.com/creepypasta/dream-of-waking
Observação: Esta creepypasta possui duas notas de rodapé. Em caso de dúvida, leiam-as, por favor.
“Um sonho de acordar”
Acordei uma noite, de bruços, sem conseguir me mover.
Isso já me aconteceu muitas vezes. Um médico me disse que era paralisia do sono, e que poderia ser causada por mudanças nos hábitos noturno, estresse, dormir em certas posições, certos tipos de comida antes do sono, consumo de álcool, etc. Algumas vezes, eu via coisas. Elas variavam de inocentes gatinhos em minha para demônios arranhando minha carne. Estas visões são chamadas “alucinações hipnagógicas*” e eram comuns, me disseram. Apenas perturbações no ciclo de “REM**”, nada para se temer…
Nesta noite em particular, e os eventos que se seguiram, foi diferente.
A janela ao meu lado estava aberta, uma brisa fria soprou as cortinas sobre mim. Eu não tinha ido deitar com a janela aberta. Senti-me como se estivesse sendo observado. Através da minha visão periférica, eu vi uma garotinha em pé na minha janela. Ela tinha cabelos negros de aparência macia, pele clara e vestia um vestido braço. Dando um largo sorriso, pressionou seu dedo contra os lábios.
“Shhh!!!”
Ela riu, e então a janela se fechou com uma batida. Imediatamente senti um grande peso em minhas costas, e eu não conseguia respirar. Longos fios de cabelos pretos, pingando graxa, cobriram todo meu rosto dos dois lados. Duas mãos, geladas e úmidas, pressionaram as minhas com dedos esqueléticos entrelaçados nos meus. Essa “coisa” pressionou meu corpo contra o colchão, meu rosto sendo forçado contra o travesseiro.
Ouvi um fraco sussurro. Este aumentou mais e mais, até estar tão alto que machucou meus ouvidos. As palavras eram rápidas e afiadas, como uma espada sendo puxada de sua bainha. É difícil descrever a voz, ou vozes que ouvi. Tinha uma que soava como uma conversa em latim, inglês falado de trás pra frente, uma música totalmente distorcida; violinos estridentes e batidas frequentes em um piano, e um constante assobio das palavras “suicídio” e “silêncio”. Tudo isso aconteceu duma vez só, e continuou pelo que pareceu serem horas. Eu fiquei lá deitado, paralisado. Eu ainda podia sentir seu frio e úmido corpo contra o meu. Eu não queria pensar sobre a criatura, eu podia apenas imaginar o quão horrível ela era. Apenas sua voz já era suficiente para me enlouquecer. Fui enfraquecendo, como se estivesse caindo num sono profundo. Minha respiração foi ficando pesada e lenta. Lábios frios roçavam em minha nuca, e uma mão ainda mais fria acaricia meu rosto. Então, a criatura emitiu um grito horrível e de gelar o sangue antes de finalmente me soltar.
O peso foi liberado de minhas costas. Não havia mais sussurros. Finalmente estava acabado.
Eu rolei pela cama e pulei pra fora da mesma, correndo em direção ao interruptor. Havia durado mais do que o normal. Alguma coisa ainda estava errada. Liguei a luz e olhei ao redor de meu quarto. Tudo estava no lugar certo. Eu abri a porta e olhei o corredor. Dois gatinhos siameses de olhos azuis estavam sentados no final do mesmo. Eu podia ouvi-los ronronando juntos. Alguma coisa estava muito errada. Eu não tinha gatinhos siameses… Eu caminhei lentamente nas direções deles. Eles pareciam inofensivos o suficiente e afinal de costas, era uma mudança agradável em relação à criatura que tinha me prendido em minha cama. Abaixei-me e olhei para eles. Eles me olharam de volta, miando e inclinando suas cabeças pro lado. Estendi minha mão. Ambos os gatinhos começaram a lamber meus dedos. Alucinações ou não, eles eram adoráveis. Eu tentei pegá-los, mas um deles silvou e com um movimento rápido de suas patas, arranhou meu rosto. Derrubei ambos os gatinhos, e eles deslizaram para longe, com o pelo eriçado.
Estava de volta em minha cama. Era como se nada tivesse acontecido. Rolei pela cama, me levantando lentamente antes de ligar a luz. Desta vez, tudo estava normal. Sem gatinhos estranhos. Eu estava acordado desta vez. Andei pelo corredor, indo pro banheiro. Liguei a luz e olhei pro espelho. Para meu horror, meus pijamas estavam com graxa escura, e eu tinha três marcas de garra em minha bochecha, recentemente feitas. Entrei em pânico. Eu ainda estava preso em meu estado de pesadelo? Ou tudo havia sido real? Ambos os pensamentos me aterrorizaram. Desabei no chão do banheiro.
Acordei numa capa de hospital. Meu irmãozinho me encontrou caída no banheiro e avisou meus pais, e estes correram para o hospital comigo.
“O que diabos aconteceu?” – Perguntei.
“Olhe a boca, Elizabeth.” – disse minha mãe
“Você caiu e bateu a cabeça.” – meu irmãozinho Timothy respondeu.
“Sem essa.” – murmurei pra mim mesma.
Meu pai riu, e minha mãe o acotovelou, lançando-lhe um olhar severo. O médio explicou que eu havia caído e batido a cabeça, o que resultou numa pequena contusão. Eu não havia batido minha cabeça tão forte, eu ainda me lembrava de tudo que havia acontecido. Estremeci.
No caminho pra casa, eu sentei no banco de trás com meu irmãozinho. Eu queria contar pra alguém o que havia acontecido que me fez desmaiar no banheiro, mas eu sabia que ninguém me levaria a sério. Eles sabiam dos problemas que eu tive com a paralisia do sono no passado, mas encaravam isso com descrença. Não eram nada além de pesadelos bobos para eles.
Permaneci em silêncio durante o caminho pra casa o dia todo. Eu ficava cada vez mais temeroso a cada minuto. Cada minuto que se passava era outro minuto mais perto do anoitecer, que seria quando eu iria para a cama. Eu decidi não dormir naquela noite. Ou na noite seguinte. Ou na próximo depois dela…
Após ficar acordado por 10 dias seguido, meus pais me lavaram para o médico de novo. Ele me prescreveu algumas pílulas para dormir. No início, eu estava com medo de tomá-las. Eu não queria dormir e reviver aquele horror novamente. Mas, tanto meu corpo como mente, estavam exaustos, então numa noite e desisti e tomei uma das pílulas. Dormi a noite toda e acordei com facilidade. Alívio tomou conta de mim. Toda noite, eu tomava as pílulas e adormecia. Toda manhã, eu acordava sem qualquer incidente. Esta tranquilidade se seguiu por meses. A paralisia do sono agora parecia uma memória distante.
Um dia, cheguei em casa mais cansado que o normal. Ainda era cedo, 3 da tarde, mas eu decidi tirar um cochilo. Parecia suficientemente inofensivo. Deitei em minha cama e adormeci. Eu acordei cerca de 1 hora depois. Bocejei e rolei pro lado na cama. Sentei na lateral da cama e me espreguicei por alguns segundos. De repente, ouvi meu irmãozinho gritando.
“Liz! Liz! Há alguma coisa no meu quarto! Me ajude! Me ajude!”
Corri em pelo corredor e entrei no quarto de Timothy. O que eu vi me encheu de horror. Uma criatura feminina, encharcada numa graxa escura, se arrastou pela janela e pelo chão. Seu corpo se movia de um jeito não humano, ossos estralando conforme se movia pelo chão. Um líquido escuro escorria de sua boca e olhos conforme a mesma sussurrava e gorgolejava, se arrastando pelo chão do quarto de meu irmãozinho. Eu gritei e o segurei pelas mãos. Nós corremos pra fora do quarto, batendo a porta atrás de nós. Eu gritei por meus pais, mas não houve resposta. Eles não deviam estar em casa. Levei meu irmãozinho pro meu quarto e tranquei a porta. Eu podia ouvir os estalidos da criatura enquanto a mesma se movia pelo corredor em direção a meu quarto. A criatura parou na porta. A porta começou a tremer violentamente. Eu gritei e chorei, enquanto apertava meu irmãozinho contra meu corpo.
“Faça ela parar!” – Timothy chorava e chorava.
Eu não sabia o que fazer. O choro meu irmãozinho me cortavam o coração, mas a criatura lá fora me aterrorizava até os ossos.
“Por favor, por favor! Faça ela parar!”
Não podia mais suportar. Joguei-me pra frente e escancarei a porta. A criatura torceu o rosto pra cima e olhou pra mim. Ela sorriu com dentes quebrados e negros.
“Lembra de mim?” sussurrou ela. Sua voz cortante e retorcida se ergueu e ecoou por todo quarto. Meu irmãozinho cobriu as orelhas e sacudiu a cabeça.
Eu encarei a criatura, tremendo de raiva e horror.
Ela gritou, o líquido negro borbulhando de sua boca como uma fonte, me encharcando. Timothy começou a soluçar descontroladamente.
Eu a chutei uma, duas, três, quatro vezes… Ela se enrolou como uma aranha esmagada e se transformou numa poça de gosma negra.
Estava acabado. Estava finalmente acabado. Abracei meu irmãozinho e ri. Estava acabado! Finalmente acabado!
-
Acordei em minha cama. Timothy estava dormindo ao meu lado em posição fetal, chupando seu dedão. Rolei cuidadosamente pela cama, e caminhei por meu quarto. Liguei a luz. Dois gatinhos siameses de olhos azuis estavam deitados ao lado de meu irmão, ronronando. Meu coração afundou. Olhei para minhas roupas, elas estavam encharcadas de negro. Senti uma dor aguda em minha bochecha…
Os sons de sussurros e ossos estralando ecoaram por meu quarto. Eu caí no chão, paralisado.
Notas de rodapé:
*Alucinações Hipnagógicas: Seriam alucinações durante o sono, mas de forma visual. A pessoa pode ver desde coisas bobas inocentes, até coisas assustadoras.
**REM: O sono R.E.M., ou Rapid Eye Movement (“movimento rápido dos olhos”), é a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos. Durante esta fase, os olhos movem-se rapidamente e a atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado.

Título original: Photographs
Tradução: Eu
Categoria: Real, mindfuck, entidade
Fonte: creepypastaindex.com / creepypasta.wikia.com
Fotografias
Alguns meses atrás, uma amiga minha que é uma esperançosa fotógrafa da natureza, decidiu passar uma noite e um dia na floresta fora da cidade. Ela queria fotografas as árvores e a vida selvagem da forma mais natural possível para seu portfólio. Ela não estava com medo de ficar sozinha, já que havia acampado várias vezes antes. Ela montou a barraca no meio de uma clareira e passou o dia todo fotografando. Ela encheu quatro rolos de filme durante esta viagem, mas quando foi revelá-los, viu quatro fotos que a deixaram perturbada, estas quatro fotos foram tiradas dela, de dentro da barraca, enquanto ela dormia durante a noite.

Título original: The Portraits (The Cabin)
Tradução: Eu
Categoria: Lugares
Fonte: creepypastaindex.com / creepypasta.wikia.com
Os Retratos
Havia um caçador, cujo após um longo dia de caçada, se encontrava no meio de uma vasta floresta. Estava escurecendo e tendo perdido sua direção, ele decidiu seguir em uma única direção, até conseguir sair daquela incessante e cansativa floresta. Após o que pareceram horas, ele encontrou uma pequena cabana numa clareira. Percebendo que já estava muito escuro, ele decidiu ver se poderia passar a noite na mesma. Ele se aproximou e encontrou a porta entreaberta. Não havia ninguém lá dentro. O caçador se deitou na cama e decidiu se explicar para o dono na manhã seguinte.
Conforme ele olhava pras paredes da cabana, ele ficou surpreso ao notar que as mesmas eram decoradas com diversos retratos, pintados com uma perfeição incrível. Sem exceções, eles pareciam estar encarando o caçador, com olhares de puro ódio e malícia. Encarando de volta, ele se sentiu extremamente desconfortável. Se esforçando para ignorar os vários olhares repletos de ódio, ele se virou para encarar a parede e, exausto, caiu num sono inquieto.
Na manhã seguinte, o caçador acordou – ele se virou, piscando devido à inesperada luz do sol. Olhando em volta, ele percebeu que a cabine não possui nenhum retrato, apenas janelas.

Título original: Upstairs
Tradução: Eu (com adaptações)
Categoria: Entidades, ‘mindfuck’
Fonte: creepypasta.wikia.com / creepypastaindex.com
Lá em cima
Quando eu era criança, minha família se mudou para um sobrado velho e grande, com quartos grandes e vazios e um assoalho que rangia. Meus pais trabalhavam então normalmente eu ficava sozinho quando chegava da escola. Um dia à noite, quando cheguei em casa a mesma ainda estava escura. Eu chamei, “Mãe?” e ouvi sua voz cantada responder “Siiiiiiiiim?” de cima das escadas. Eu a chamei novamente, enquanto subia as escadas e ouvi novamente o mesmo “Siiiiiiiiim?” como resposta.
Estávamos decorando a casa na época, e eu não sabia o caminho entra o labirinto que eram aqueles quartos, mas eu sabia que ela estava em um dos que ficavam mais ao fundo, à direita. Eu me sentia inquieto, mas eu achei que era natural, então eu corri em direção a minha mãe sabendo que sua presença acalmaria todos os meus medos, como uma mãe sempre faz. Quando eu encostei na maçaneta do quarto para entrar no mesmo, eu ouvi a porta da sala abrir no andar de baixo e minha mãe chamar em uma voz doce “Docinho, você já chegou?”. Dei um pulo pra trás assustado, e corri pra baixo em sua direção, mas quando cheguei no topo da escada olhei para trás e a porta do quarto abriu lentamente, com um estalo. Por um breve momento, eu vi algo estranho lá dentro, e eu não sei o que era, mas estava olhando para mim.
Título original: Quiet Room
Tradução: Eu (com adaptações)
Categoria: Criaturas, TV, locais
Fonte: creepypastaindex.com
Notas adicionais: Não traduzi o título, pois o mesmo se refere a um filme citado na creepypasta, e achei que ficaria estranho traduzir o título do filme. E “SportsCenter” é um programa famosos de esportes exibido nos EUA.
Quiet Room
Sempre amei filmes. Por ser um fã de filmes, minha atenção é imediatamente capturada pela TV quando vejo um comercial sobre um novo filme que vai estrear. A grande maioria das superproduções Hollywodianas e estúpidas são descartáveis, por isso sempre que descubro um novo filme indie com um conceito relativamente novo, fico ansioso para ver algo novo e diferente.
Recentemente, eu vi um comercial sobre um novo thriller de exibição limitada chamado “Quiet Room”, que achei bastante intrigante. A estória é sobre um serial killer com certo senso de moralidade, que captura suas vítimas baseado no que ele acha que a mesma acrescenta ou não ao mundo e seu método de matar se baseia em como estas pessoas prejudicaram os outros ao redor delas. Eu vi apenas dois comerciais sobre este filme na TV; os dois eram bastante parecidos, com uma pequena diferença no vídeo e na narração.
De qualquer maneira, um dia enquanto assistia ao SportsCenter*, vi um novo comercial para “Quiet Room” que eu não tinha visto antes e que achei absolutamente assustador. O título apareceu escrito em branco, sobre um fundo preto, ficando ali por volta de 5 segundos. A segunda tela era parecida com a primeira, e dizia apenas “Estou chegando” no centro da tela. A frase veio acompanhada dos soluços silenciosos de diversas pessoas. Olhando mais de perto, pude ver a silhueta de seis pessoas ao fundo. Não houve nenhum vídeo e nem qualquer mensagem do tipo “em breve nos cinemas”. Eu achei o comercial bastante inquietante, mas provavelmente somente um viral da produtora, então eu vi alguns desenhos para acalmar minha mente e fui dormir.
No dia seguinte, fui me encontrar com meu amigo Jeff e nós combinamos de almoçarmos juntos. Nossa conversa eventualmente se desviou para o bizarro e sinistro comercial que eu vi durante a transmissão do SportsCenter. Fiquei chocado ao saber que Jeff também havia assistido ao SportsCenter ontem a noite, mas não viu o comercial. Em vez disso, ele viu apenas o comercial comum do canal. Eu fiquei indignado e expliquei detalhadamente o comercial do filme, mas ele não fazia ideia sobre o que eu estava falando. Naturalmente, me questionei de leve se realmente havia visto o comercial, mas alguns dias se passaram e voltei para a minha rotina normalmente, incluindo assistir ao SportsCenter todas as noites.
Eu havia quase esquecido o bizarro comercial, antes de vê-lo novamente. Era o mesmo comercial, porém parecia ter sido intensificado. Os soluços estavam mais altos, e as silhuetas facilmente identificáveis. Após organizar meus pensamentos por alguns instantes, rapidamente liguei para Jeff para perguntar se ele havia visto o comercial desta vez, mas ele respondeu que não e desligou, provavelmente achando que era uma brincadeira.
Minha mente começou a perder o foco e comecei a duvidar do que eu havia visto e ouvido. Fui até a cozinha e fiz um lanche, assisti alguns desenhos para ajudar a acalmar minha mente (o que realmente não adiantou desta vez) e resolvi que era hora de tentar dormir pelo menos um pouco. Fui para o quarto e foi estranhamente fácil encontrar o sonho.
No meio da noite, eu acordei de meu sono. Eu jurava que podia ouvir alguma coisa estranha, mas não sabia o quê. Os pensamentos inquietantes sobre o filme “Quiet Room” começaram a passar por minha mente, me deixando alerta. Eu me concentrei em tentar descobrir o que era o barulho, pensando sobre qualquer possibilidade. Parecia o som de soluço muito intenso, exatamente como o que havia ouvido na TV.
Um pânico intenso se instalou enquanto eu cobria minha cabeça com a coberta, tentando abafar os soluços, mas estes só aumentavam. A tristeza destes soluços estava cansando minha mente. Enquanto eu tentava abafar estas vozes horríveis, eu notei uma sombra passando através de meu cobertor, mas eu estava com muito medo de abaixar a coberta para ver se foi apenas um pássaro passando em minha janela ou algo sinistro à espreita em meu quarto. De repente, senti algo gelado tocar meus dedos por baixo da coberta e eu me enrolei em posição fetal na cama, estremecendo de medo. Alguns minutos se passaram antes da coberta ser arrancada pra fora do meu alcance e eu pudesse ver o que estava em meu quarto. A imagem de uma figura densa e negra parou ao lado da minha cama. Não havia ouvidos, nariz ou olhos em sua cabeça; havia apenas uma boca larga e sorridente. A vontade de gritar encheu minha mente, mas nada escapou da minha boca. A criatura parecia absorver o terror com o qual eu havia me enchido antes de torcer sua cabeça suavemente para o lado e empurrar uma garra afiada e brilhante, no meu peito.
Eu consegui olhar uma última vez para a criatura parada sobre mim, que parecia extremamente satisfeita, antes de tudo se tornar escuro e silencioso.
Título original: The Bad Dream
Tradução: Eu
Categoria: Sonhos, loucura
Fonte: creepypasta.com
O Sonho Ruim
“Papai, eu tive um sonho ruim.” Você pisca os olhos, se apoiando em seus cotovelos. Seu relógio brilha no escuro – é 3:23.
“Quer deitar aqui comigo e me contar como foi?”
“Não, papai.”
A estranheza da situação te faz despertar completamente. Você mal consegue ver a forma pálida de sua filha na escuridão.
“Por que não, docinho?”
“Porque no meu sonho, quando eu te conto sobre o sonho, a coisa vestindo a pele da mamãe se levanta.” Por um instante, você fica paralisado; você não consegue desviar os olhos de sua filha. A coberta atrás de você começa a se mover.
Título original: The Pendant
Tradução: Eu (com algumas adaptações)
Categoria: Morte, assassinato
Fonte: creepypasta.com
O Pingente
Você acorda assustado devido a algum barulho lá fora. Olha para seu relógio: 3h21min. Você ouve o mesmo barulho novamente. Há alguém batendo em sua porta.
Não há nenhum motivo para ficar com medo, você lembra a si mesmo, mas você não consegue imaginar nenhuma razão pela qual alguém estaria acordado a esta hora. Lentamente, você se caminha até a porta.
“Olá?”
Toc, toc, toc.
“O-Olá? Tem alguém em casa?”
Toc, toc, toc.
“Eu… Por favor… Olá?”
Ela murmura algo.
“Eu preciso de ajuda!”
TOC, TOC, TOC!
Você reconhece sua voz e olha pela janela. É sua vizinha, ela está usando pijamas e algum pingente brilhante em volta do pescoço. Ela vê você.
“Ah!”
Ela parece assustada por um instante, e então sorri de modo preocupado.
“Eu… Posso usar seu telefone? Eu preciso entrar.”
“Por que você não pode usar o seu telefone?”
“O meu está queb-“
Ela pausa por um instante.
“…Eu acho que tem alguém dentro da minha casa.”
Você para por um instante, vendo o medo em sua face.
Quando você abre a porta, lentamente percebe o que está acontecendo…
O que quer que seja não está dentro da casa dela e sim atrás dela, e o que está brilhando em seu pescoço não é um pingente.